Esta obra mostra que tudo possui raiz Divina, até mesmo a História da Humanidade. Nada existe por existir. A vida não é um simples acaso recheado de lacunas e fatalismos, os mais imprevistos.
O autor explica que a História é a narrativa oral e escrita dos Ciclos da Vida. Se ela for somente interpretada pela cronologia, de fatos aparentes, nem sempre face à idéia motora correspondente, não passará de uma lápide fria, pela qual caducas e deterioradas mentes retiram apressadas velhas ossadas e lêem pergaminhos apodrecidos de um passado enterrado, sempre indefinido e ultrapassado pelo Eterno Presente.
Por outro lado, se a divinização moral do conteúdo, oculto sob a letra morta, for transposta à atualidade, enaltecendo as glórias passadas e realçando a sua mensagem que é do Eterno Presente, então, sim, a História torna-se Sagrada e portal de ouro para o átrio interno da Sabedoria Eterna.
Todo esse pensamento de Vitor Adrião é mostrado nos diversos temas deste livro, entre os quais:
Origens da Tradição Mítica;
Os Cânones de Portugal;
Nomes de Arcanjos nas Naus de Gama;
A Notre Dame Portuguesa;
O Misterioso Cristóvão Colombo;
O Mistério Português do Delfim de França;
Portugal e a Filosofia do Fogo;
Porto, Cidade do Graal;
O Ecumenismo das Descobertas;
A Mensagem Lusófica em Os Lusíadas;
Dom Afonso V e a Alquimia;
O Brasil Visto pelas suas Armas, e muito mais.
Como já citado acima no texto:
Tudo possui raiz divina, nada existe somente por existir. A vida não é um simples acaso recheado de lacunas e fatalismos, os mais imprevistos. Aceitar isso é aceitar o niilismo brutal e comodista a quem da vida só pretende os mais tórridos e tétricos prazeres e favores, expulando de si mesmo, desavindo-se, o livre-pensamento e o espírito de boa vontade entre todas as criaturas humanas.
Para a maioria, Deus não passa de conta corrente nas bolsas dos comerciantes da Verdade pela Mentira. Vendem-se e vendem tudo, inclusive o que há de mais puro e sagrado na Vida. Os resultados catastróficos estão à vista, por toda parte!... Também crer em Deus, ser deísta, não basta. Carece conhecê-Lo, vivê-Lo, sê-Lo! Só assim se será verdadeiramente Crente, Místico e Sábio por excelência e natureza!... Daí Fernando Pessoa, com crueza, afirmar: Um homem que não acredita em Deus não é um homem, mas um animal.
O propósito deste livro é, ainda, levantar da profanidade a sacralidade portuguesa, realçando a Gesta Universal Lusitana dividida em três fases: A Gesta Borguinhã de D. Afonso Henriques, A Gesta Avis/Marítima do Infante Henrique de Sagres e a Gesta que vem de D. Sebastião à Atualidade.
A leitura deste livro o levará a conhecer As Forças Secretas da Civilização.